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Diocese

Vida Consagrada

Congregação do Verbo Divino, SVD

 

SEMINÁRIO DOS MISSIONÁRIOS DO VERBO DIVINO

 

No final do século XIX, padre Arnaldo Janssen, tocado pela experiência do amor do Deus Uno e Trino, sentiu-se impelido a torná-lo mais conhecido e amado por todas as pessoas. Com esse objetivo, deu início a uma obra missionária que enviasse padres, irmãos e irmãs, religiosos aos continentes onde o Evangelho de Jesus ainda não tinha sido anunciado.
Assim, no ano de 1875, foi fundada em Steyl, Holanda, a Sociedade do Verbo Divino (Gesellschaft des Göttlichen Wortes, SVD), constituída de padres e irmãos. Os primeiros missionários foram enviados para a China. Logo depois dirigiram-se às Américas, África e Europa. Hoje, a Congregação do Verbo Divino está presente em 80 países.
Padre Arnaldo Janssen nasceu em Goch, Alemanha, no ano de 1837. Foi sacerdote e professor, difusor da imprensa católica e fundador de mais duas congregações, além da Sociedade do Verbo Divino, a saber: Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo e Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua. Padre Arnaldo faleceu em 1909.
Foi beatificado pelo Papa Paulo VI em 1975 e canonizado por João Paulo II em 2003. Na ocasião da fundação da congregação, não havia planos de enviar missionários para o Brasil, pelo menos de imediato. Seus olhos estavam voltados para a China, Índia e Japão, lugares onde a palavra de Deus se tornava mais urgente de ser anunciada; e também não dispunha de número suficiente de membros, uma vez que a obra missionária estava ainda nos primórdios.
A história no Brasil começa assim: foram destinados dois missionários para trabalhar na Argentina: os padres Francisco Dold e Francisco Tollinger. No entanto, tinham licença de visitar duas colônias alemãs, no Brasil: Santa Isabel e Santa Leopoldina, ambas no Estado do Espírito Santo, e que se achavam completamente abandonadas, sem assistência espiritual. Ali estava à mão de Deus, que tanto acompanhou esta grande obra.
“É necessário deixar-se guiar pelas mãos de Deus”, diria, mais tarde, Santo Arnaldo Janssen.
Foi no dia 12 de março de 1895 que o pequeno transatlântico “Lisboa”, aportou em Vitória. Registra-se na crônica da época: “... os novos sacerdotes missionários se dirigiram para Tirol de Santa Leopoldina. A viagem em canoa no Rio Santa Maria os levou até Queimados, onde celebraram a santa missa. No dia 16 de março alcançaram Porto Cachoeiro, cuja população lhes fez festiva recepção. Dois dias demoraram no meio daquele povo, quando os colonos de Tirol vieram convidá-los para o núcleo da colônia, nas pitorescas montanhas de Tirol. O dia 19 de março de 1895, festa de São José, deve ser considerado data da fundação, pois com duas missas e duas práticas solenizaram o acontecimento entre os colonos. Padre Dold ficou em Santa Isabel e o padre Tollinger em Tirol. Não se pensou em os missionários seguirem para a Argentina, e com sua permanência no Estado do Espírito Santo, estava realizado o estabelecimento definitivo da Congregação do Verbo Divino no Brasil”.
Mais missionários foram chegando. O trabalho foi crescendo e exigia mais operários.
Na medida em que a congregação se tornava conhecida, aumentava consideravelmente os pedidos por parte de bispos.
Em outubro de 1897, a congregação chegou ao Paraná. Pensou-se em escolher um novo centro de referência da congregação no Sul do Brasil, de preferência em Ponta Grossa. Surgiram muitas propostas para mais além, no Estado de Santa Catarina. A preferência, contudo, foi dada ao trabalho com as colônias de língua alemã do Paraná.
A missão, então, se estabelece na cidade de Curitiba. Daí em diante, começou a se estender às cidades de São José dos Pinhais, Palmeira, Ponta Grossa. A partir de Guarapuava, os missionários deram início a um grande projeto missionário que entraria para a história da região Oeste do Paraná. Sacrificando comodidade, bem-estar, pondo em cheque a saúde nas penosas e intermináveis viagens pelo interior paranaense, chegaram em 28 de outubro de 1923 em Foz do Iguaçu. A missão vingou e o número de comunidades cresceu rapidamente. Essa nova realidade eclesial favoreceu a criação da Prelazia de Foz do Iguaçu (Prelazia é um bispado em formação, que não tem ainda vida e vitalidade própria. Possui muita independência jurídica, diretamente sujeita à Santa Sé. Seu chefe chama-se prelado). Padre Guilherme Maria Thiletzek, missionário do Verbo Divino, foi nomeado o 1º prelado.
Com o crescimento da prelazia, pensou-se numa missão no povoado de Toledo, projeto há muito tempo idealizado pelo pároco da Paróquia de São João Batista de Foz do Iguaçu, que chamou a atenção do padre Antonio Patui sobre um grupo de gaúchos arranchados às margens do Rio Toledo, perdidos na mata, a uns 40 kilômetros ao norte de Cascavel. O dinâmico e zeloso sacerdote logo se dispôs em ir para o novo povoado para ver o que se passava por lá, e dar seus préstimos a quem precisasse.
Rompendo pela mata virgem, atravessando águas e buracos, auxiliados por Alfredo Ruaro e mais outros homens, após oito horas, chegaram ao ponto vagamente indicado.
Chegando a Toledo, sem medir o tempo, padre Antônio Patui, além das atividades espirituais que eram as celebrações das missas, sacramentos e instruções religiosas, dispôs-se a ajudar efetivamente os colonizadores. Organizou com o pessoal um aparelhamento ou uma engenhoca, padronizando o material de construção: tábuas, pranchas, vigas, vigotes, tesouras, sarrafos, encaixes, esquadrias... Fazia-se de tudo! Verdadeira fábrica de casas. Isso apressou a montagem de residências mais confortáveis.
O trabalho árduo não perturbava o padre Patui. Suas missas eram sagradas e indispensáveis.
Fazia questão de durante as missas, dar instrução religiosa, orientação moral ou mensagens espirituais. Nas encrencas e nos desentendimentos, os colonizadores apelavam à autoridade do padre Antonio. Que outra autoridade poderia haver por ali?
A sua presença como missionário verbita fez assentar os primeiros colonizadores, dando-lhes tranquilidade, não só sobrevivência condizente, mas de formação humana e de instrução ao menos, básica. O segundo passo foi realizar o sonho de um colégio. O povo ajudaria a construir. O otimismo esteve estampado no rosto de todos. Era para o bem deles mesmos. Padre Antônio, quando questionado sobre quem e como dirigirá o novo colégio, respondeu: “Arranjarei irmãs”!
Em Curitiba, padre Patui acertou um contrato com as Irmãs Vicentinas. Tão logo, chegaram de táxi aéreo em Cascavel. De Cascavel seguiram viagem de carroça. Diga-se de passagem, aos “trancos e barrancos” pelo sertão adentro, rumo a Toledo.
Em 1952, padre Patui, talvez relembrando sua ordenação sacerdotal ocorrida na solenidade de Cristo Rei de 1933, como nome do povoado que se condensava, propôs o nome de “Vila Cristo Rei”. A ideia não pegou. O nome “Toledo” estava arraigado e conhecido à longa distância. Continuou como Toledo mesmo.
O colégio começou a funcionar e caracterizava-se como uma boa oportunidade para reconhecer possíveis vocações. Uma religiosa foi encarregada de olhar de maneira especial para alguns bons meninos, depois reunidos num grupo. Esses meninos passaram a ser distinguidos com camisetas com a sigla SVD (Sociedade do Verbo Divino). Seria o começo de um seminário.
Certo dia, após um almoço com o superior provincial da Região Sul, o mesmo percebeu que um grupo de rapazes, em ordem, seguidos de uma das irmãs vicentinas, desejava falar com o padre Antônio Patui. A religiosa apresentou os meninos como sendo possíveis candidatos à vida religiosa verbita. Nessa ocasião surgiu o Seminário Cristo Rei, da Sociedade do Verbo Divino. Padre Antônio preocupou-se em arrumar o terreno e construir uma casa ampla, embora fosse de madeira. Hoje, o Seminário Cristo Rei, com o novo nome de “Seminário do Verbo Divino” continua vivo, e está muito bem instalado, funcionando como propedêutico aos aspirantes à vida religiosa verbita, sob a direção do padre Nivaldo da Silva e conta com a colaboração do irmão Henrique Afonso Volkers.
Os primeiros religiosos da Congregação do Verbo Divino contaram muito com a “Divina Providência”, desde os pequenos projetos até grandes empreendimentos na área da construção civil. Reconhecem agradecidos terem tido bons auxiliares. Destes, destacam-se: Alfredo Ruaro, Leonardo Perna, Willy Barth, e tantos outros. Igualmente, os dirigentes da Madereira Rio Paraná (Maripá) auxiliaram com muita generosidade as obras da igreja e do colégio.
Outro grande benfeitor do povo toledano foi o padre Bernardo Wolters, amigo do padre Patui. Padre Bernardo foi o confidente, o amigo, o “anjo da guarda” do padre Antônio e de muitos em Toledo.
A paróquia de Toledo como tal foi instalada no dia 1º de Janeiro de 1952. O verbita Dom Manoel Könner, bispo titular de Modra e prelado Nullius de Foz do Iguaçu, delimitou o território da paróquia nas divisas: Rio Piquiri, Rio Paraná, Rio Iguaçu, Rio São Francisco (falso) e Tormentinha. E nomeou com 1º pároco, o padre Antônio Patui. Foram mais de cinco anos de fecundo zelo apostólico, conduzidos pela Congregação do Verbo Divino, na pessoa do padre Patui.
Toledo mesmo, com a visita do governador Bento Munhoz da Rocha Netto, tornava-se comarca naquele mesmo ano de 1952. Cascavel, naquela época, não passava de distrito.
E para Toledo abriam-se grandes perspectivas, de tal forma que, em 1958, Dom Manoel Könner SVD, de parecer firme que a sede para uma próxima diocese, Toledo somava as melhores credenciais. Realmente, pouco depois, tal foi também o depoimento de Dom Inácio Krause CM (bispo titular de Binda e auxiliar de Curitiba), e em 1959 foi criada a nova Diocese de Toledo.
Padre Antônio Patui, no entanto, não mais aí estava. Porém, os outros verbitas deram continuidade ao trabalho, cultivando e colhendo abundantes frutos missionários.
Padre Patui faleceu no Seminário do Verbo Divino de Ponta Grossa, aos 24 de novembro de 1985, domingo de Cristo Rei. Foi sepultado no Cemitério Municipal. Anos depois, seus restos mortais foram trasladados para o Cemitério Cristo Rei de Toledo, no Mausoléu dos Pioneiros. Impressiona-se a feliz coincidência dos pontos altos de sua vida e da vida de Toledo com a festa de Cristo Rei.
Difícil falar de Toledo sem mencionar a pessoa e os méritos do padre Patui. Toledo está intimamente ligada à sua benemérita atuação e dos demais missionários da Sociedade do Verbo Divino. Não é para se admirar que nos livros de tombo das paróquias onde passaram os verbitas e do seminário, se encontram francos elogios tecidos pelas autoridades eclesiásticas, por visitantes e superiores da congregação aos abnegados missionários. Percorrendo essa lista, depara-se com os seguintes nomes: Dom Geraldo de Proença Sigaud, Dom Manoel Könner, Monsenhor Guilherme Maria Thiletzek, padre Aloísio Baumeister, padre Aloísio Berger, padre Aloísio Gumpp, padre Aloísio Mark, padre Aloísio Wiatrok, padre Antônio Darius, padre Aroldo Mendes dos Santos, padre Bernardo Luebe, padre Bernardo Wolters, padre Bruno Rippel, padre Camillo Kerckoff, padre Carlos Alberto Amaral, padre Cristiano Wiemann, padre Eduardo Fernandes, padre Elirio José dal Piva, padre Emílio Kruse, padre Estanislau Talma, padre Francisco Schlutler, padre Francisco Vedder, padre Francisco Volkers, padre Frederico Hellembrock, padre Frisch, padre Gregório Olapito Wuwur, padre Guilherme Matt, padre Guilherme Münster, padre Hans Lamprecht, padre Henrique Harbecke, padre Henrique Hellinge, padre Heyer, padre Hieronim (Jerônimo) Napierala, padre Jair Antônio Görlach (nascido em Toledo), padre Jair Pereira, padre José Kozrek, padre João Assmann, padre João Gualberto Pogrzeba, padre João Lux (conhecido como padre Lucas), padre João Werner, padre José Ademar Kaefer (nascido em Toledo), padre José Ernani Seimetz (ordenado em Quatro Pontes), padre José Garibaldi Uberti, padre José Noglik, padre José Schmidt, padre Laurindo Szeuczuk, padre Leon Grzyska, padre Leopoldo Pfad, padre Luiz Köster, padre Mariano Pawlowski, padre Martinho Weber, padre Miguel Soaki, padre Nicolau Simon, padre Nicolau Teobaldo Baur, padre Nivaldo da Silva (iniciou sua formação em Toledo), padre Olívio Aurélio Fazza (hoje, bispo emérito de Foz do Iguaçu), padre Paulo Bubniak, padre Paulo Ludwig, padre Paulo Schneider, padre Paulo Tomala, padre Paulo Tschorn, padre Pedro Haida, padre Pedro Halama, padre Ricardo Szydlowiski, padre Sebastião Carlos, padre Solano Tambosi, padre Umberto Ostlender, padre Vianei Rodrigo Perdomo, padre Xavier Panackalody, padre Wolfgang Stammler, padre Zdsislaw Kalisz, irmão Albino Paulo, irmão Auxêncio Teodoro Bruns, irmão Bianchi João Altenburger, irmão Câncio, irmão Columbano, irmão Cristóvão Gebhard Schmid, irmão Domingos, irmão Germano, irmão Henrique Afonso Volkers, irmão Leandro, irmão Marcelino Carlos Hüneknüwer, irmão Martinho Heiligers, irmão Moacir José Rudnick e irmão Vasco Cavalheiro.
O desafio da congregação nesse século XXI continua sendo a luta pela opção preferencial pelos pobres, assumindo assim, locais e situações de pobreza material e espiritual.
A congregação quer, em meio a tanta secularização e modernidade, fomentar e fortalecer a vida das comunidades cristãs, investir nas lideranças e agentes de evangelização, apoiar os movimentos populares. Enfim, o desafio é evangelizar, levando em conta as necessidades e dimensões espiritual, humana, social, ambiental, atendendo à dimensão missionária da Igreja e dialogando com outras denominações cristãs e correntes seculares.
Desde 1897, a Congregação do Verbo Divino vem escrevendo uma história rica e repleta de generosidade, indicadora dos desafios assumidos, partilhados e vividos, cercada pela sensibilidade de homens consagrados ao serviço do reino. O vasto horizonte das pegadas do Verbo se fez carne nessa diocese e no restante do oeste paranaense, de gente acolhedora, de sentimentos tão humanos e de profunda espiritualidade.

Congregação do Verbo Divino (SVD)
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