Bem-aventurada aquela que acreditou

Neste domingo, celebramos a festa da Assunção de Nossa Senhora. É o desfecho de sua caminhada na terra como prêmio pela sua fidelidade em colocar a vida a serviço de Deus: Maria é glorificada e plenificada pela Santíssima Trindade. A expressão “cheia de graça”, dita pelo anjo, é realizada quando Maria é elevada junto do Pai e do Filho e do Espírito Santo e se torna nossa eterna intercessora.  
O encontro de Maria com sua prima Isabel é para nos um modelo de serviço. Isabel, cheia do Espírito Santo, a saúda e chama de Mãe do Salvador. A resposta de Maria é exaltar o Senhor pelas maravilhas que está realizando em sua vida e na vida de todos. O Magnificat é o testamento espiritual de Maria a todos os seus filhos e filhas. A Igreja de todos os tempos se identifica com Maria e continuar a rezar, todos os dias, o seu canto de agradecimento e louvor. 
Maria nos leva até Jesus. Ele é o ponto de referência: a mensagem de Maria exige de nós uma fé autêntica e amadurecida em Jesus Cristo. Somente Cristo revela o mistério de Deus: Ele é a imagem autêntica do Deus invisível. Só assim podemos entender o mistério que envolve Nossa Senhora que diz: “Eu aceito participar deste projeto de salvação. Faça-se em mim segundo a tua vontade”. Cristo será sempre Deus e Maria sempre criatura. Maria nos conduz a Cristo e Cristo nos conduz a Deus.  
O dogma da Assunção de Nossa Senhora foi proclamado pelo Papa Pio XII no dia 01 de novembro de 1950 e exprime o último dom que Cristo quer dar à Sua Mãe, como se quisesse agradecê-la por sua inteira disponibilidade em colaborar com Ele na obra da glorificação de Deus e na redenção da humanidade. O privilégio que é dado à Maria com a Assunção ao céu revela que Deus quer antecipar o que acontecerá com todos aqueles que creem em Jesus Cristo e o seguem de perto, procurando realizar aqui e agora o Reino de Deus. 
Nesta festa tomamos consciência da ressurreição de Jesus e da elevação de Maria aos céus pela misericórdia de Deus. Ela soube como ninguém acolher a salvação que lhe foi oferecida pelo próprio Filho e alcançou a vida eterna. Sofreu junto da cruz a injustiça e a dor de perder seu Filho, partilhou conosco a possibilidade de todos serem salvos e viverem a vida em plenitude se acreditarem que Cristo é o caminho, a verdade e a vida. Ela nos convida a caminhar na vida com esperança. 
Hoje recordamos a vocação de todos os religiosos e religiosas porque Maria é modelo para todos os cristãos e, de modo particular, daqueles que colocam o Ressuscitado no centro de suas vidas de modo a segui-lo de perto na radicalidade de uma vida a serviço de Deus e dos pobres. Hoje, mais do que nunca, é uma vocação necessária para o mundo porque elas e eles sinalizam que existe este modo todo especial de viver seguindo os conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência. Num mundo tão marcado pelo hedonismo, egoísmo, vemos estes exemplos de vida e de doação.  
Obrigado aos religiosos e religiosas de nossa Diocese, pelo bem que fazem e o testemunho de amor que oferecem no meio de nossas comunidades.